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Mulheres empreendedoras no Brasil: por que estão dominando o mercado?

11/05/2021 - 7 min de leitura


Mulher no centro de uma fotografica, passando a sensação de liderança diante de uma equipe. Mulher no centro de uma fotografica, passando a sensação de liderança diante de uma equipe.

Mulher no centro de uma fotografica, passando a sensação de liderança diante de uma equipe.

Poder, liderança e conquistas! O número crescente de mulheres empreendedoras só confirma a regra que “lugar de mulher é onde ela quiser”. 

De acordo com um levantamento realizado pelo Sebrae, 48% das MEIs existentes no país têm uma mulher à frente. O mesmo estudo observa que o Brasil alcança a 7ª maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais.

Elas estão produzindo ideias, se destacando e quebrando paradigmas. Isso contribui para diminuir a desigualdade de gênero e construir uma sociedade mais justa.

Para entender mais sobre essa novidade e como ela representa um ganho para o país inteiro, a gente te convida a seguir a leitura. Neste conteúdo você vai entender porque o mercado brasileiro vem sendo conquistado pelas mulheres, o que esperar do futuro, como vencer os maiores desafios do empreendedorismo feminino e se inspirar com mulheres empreendedoras. Ainda separamos algumas dicas importantes!

Por que o mercado brasileiro vem sendo conquistado pelas mulheres?

O mercado brasileiro é muito dinâmico e isso combina com a mulher brasileira. Seja ela mãe ou não, a brasileira tem o hábito de unir sua criatividade ao cuidado com a comunidade em que está inserida.

Assim, a liderança feminina é positiva não apenas para a própria mulher e sua família, como também, ajuda a cumprir com objetivos mundiais como do desenvolvimento social e econômico a longo prazo.

O Brasil tem evoluído este olhar e percebido o quanto pode ganhar quando facilita a chegada de uma mulher ao poder. Por isso, é tão aconselhada a educação de todos neste sentido.

O que esperar do futuro do empreendedorismo feminino?

Ter mulheres liderando negócios é colocar o país em contato com novas ideias, que alimentam o crescimento da empresa. Segundo o Boston Consulting Group, o aumento na liderança feminina e de minorias é capaz de elevar o PIB em US$ 5 trilhões. Imagina o quanto o país poderia ganhar com isso! 

Mulheres empreendedoras já inspiram inclusive homens, demonstrando que a mera denominação de gênero não é suficiente para predizer as habilidades e o sucesso de alguém. Sendo assim, esperamos um crescimento ainda maior da representação feminina, além de mais equilíbrio no mercado. 

Quais os grandes exemplos de mulheres empreendedoras?

Esposas, irmãs, mães, tias, amigas. Elas não param de nos inspirar. Conheça algumas:

  • Luiza Helena Trajano: é um dos maiores exemplos de empreendedorismo e, há anos, lidera o Magazine Luiza;
  • Zica Assis: iniciou no mercado de trabalho como babá. O sonho de atuar com produtos para cabelos crespos fez com que se arriscasse e se desafiasse em vários sentidos. Hoje, tem o Instituto Beleza Natural;
  • Cleusa Maria da Silva: começou a trabalhar aos 9 anos como cortadora de cana. Depois, foi doméstica e recepcionista. Hoje, é empresária de sucesso. Abriu a Sodiê Doces, uma confeitaria famosa nacionalmente, que conta com várias franquias pelo Brasil.

Mulheres empreendedoras. Como vocês podem estruturar a sua jornada?

Quando a mulher se transforma, a sociedade se transforma junto. E para isso, é necessário criar um plano!

O preconceito, o difícil trabalho com a autoconfiança e a dupla jornada são ainda os 3 principais desafios para o empreendedorismo feminino. Sendo assim, a gente recomenda que a mulher empreendedora exercite esses quatro movimentos:

1) Se organize

toda mulher conhece suas batalhas. Para viver um sonho, ela precisa encontrar espaço na agenda para criar seus produtos, cuidar das finanças e colocar o negócio para girar. O primeiro ponto é saber encontrar esse tempo, saber conciliar com outras atribuições e conseguir defendê-lo;

2) Se lance

após a primeira organização, é hora de se mostrar para o mundo. Escolha os canais (se físicos e virtuais ou apenas virtuais e quais) e sua forma de comunicação. Conheça seu público e converse com ele. Acostume-se a tirar dúvidas dos clientes, analisar a concorrência, perceber os movimentos do mercado. Seja o seu próprio marketing, ainda que tenha uma estrutura para isso! Saiba que o seu trabalho é único e valorize-o;

3) Se proteja

Um levantamento feito pela KPMG mostrou que 75% das mulheres já passaram pela Síndrome da Impostora na vida. Ou seja, não se acham merecedoras ou capazes do mérito que possuem. Para mudar isso vale rever tudo o que você já construiu na sua vida, fazer um balanço dos seus valores e entender como você é sim muito experiente, capaz e faz a diferença onde atua. Se proteja desta questão interna e isso ajudará também a encontrar as melhores ferramentas para se proteger de possíveis preconceitos externos;

4) Exija

Exija o respeito que você oferece a todos. Estabeleça uma divisão de tarefas que seja justa na sua casa. Cobre consideração pelo seu tempo livre, de trabalho e de criação. Ao demonstrar que seu negócio vale muito, o seu espaço vai se impondo.

Como adaptar a jornada materna à vida empreendedora?

Para você, mãe que se descubra e que assume muitas responsabilidades, temos algumas dicas. 

Contar com uma rede de apoio

“É preciso uma vila inteira para criar uma criança”! Este provérbio faz todo sentido para quem tem filhos. Ser mãe é também querer confiar que a sociedade vai apoiar esta empreitada.

E para isso, criar uma rede de apoio é fundamental. É importante saber que você não está sozinha e que pode contar com a experiência e cumplicidade de outras pessoas quando necessário. Sobretudo, de outras mulheres ou outras mães que viveram experiências iguais ou semelhantes às suas.

Uma forma de criar essa união é buscando espaços onde as mulheres vivem situações semelhantes! Imagine uma vila de mulheres empreendedoras que ajudem você a superar os desafios e construir os seus sonhos.

Pensando em unir mulheres com experiências que possam enriquecer umas às outras, o Itaú criou o Itaú Mulher Empreendedora, uma iniciativa voltada para a capacitação da mulher empreendedora.

Num programa contínuo, com participação ilimitada, as empreendedoras têm acessos a vídeos, artigos e ferramentas que focam em finanças, gestão, marketing, inovação e atualidades. Lá, as mulheres podem estabelecer conexão e conhecer histórias de outras mães e empresárias que comandam pequenas, médias e grandes empresas em todo o país. 

É uma boa oportunidade para trocar aprendizados, dividir experiências e ampliar a rede de relacionamentos, o que pode colaborar a poupar muito tempo e energia. Para participar, basta se cadastrar no site e se conectar com outras mulheres empreendedoras!

Oferecer ajuda mútua

Enquanto você tem uma rede de apoio para ajudar, seja também este apoio para outras mulheres. Algumas sugestões:

  • compre de mães
  • indique o trabalho de outras mães
  • conheça mais sobre o trabalho das mães que rodeiam você
  • ofereça sua experiência como ensinamento 

Com atitudes como essas, muitas mães já conseguiram sócias, amigas e novas ideias para seus negócios. As vezes, uma boa parceria pode começar com um simples “oi, adorei o seu trabalho, estou divulgando”!

Como a postura do homem empreendedor pode se adequar ao empoderamento feminino?

É papel de todos nós buscarmos informação e nos educarmos em relação às questões relevantes da sociedade e suas transformações. E isso é esperado dos homens. Assim como, a partir desta educação, é esperado que os homens empreendedores mantenham ambientes com diversidade e inclusão em suas empresas. Que saibam ouvir as mulheres, receber feedbacks e acolher mudanças propostas por mulheres.

O homem que só mantém fornecedores homens, funcionários e parcerias com outros homens deve se perguntar por que isso acontece. Comprar de mulheres, divulgar o trabalho de mulheres, e fazer parcerias com mulheres é o comportamento esperado do homem atual e uma maneira eficiente de construir uma sociedade mais justa! 

As mulheres empreendedoras estão aí para mostrar que podemos construir muito ainda! Elas são protagonistas da transformação na história e contribuem para que toda a sociedade possa evoluir.

Foguete não tem ré! Compartilhe este texto com mais pessoas que te inspiram. E também com aquelas mulheres que só precisam de um empurrãozinho para decolarem.